Exemplo de fraude do CEO: o pedido de transferência urgente
Alguém se passa pelo CEO ou por um diretor e pede a uma pessoa do financeiro uma transferência fora do processo: uma operação confidencial, um favorecido novo e nenhum tempo. Não traz links nem anexos: o golpe inteiro está no texto.
Oi Carla, você está no escritório? (Sinal 2)
Estamos fechando uma aquisição e preciso que você faça uma transferência hoje para um escritório que nos assessora (Sinal 3). É confidencial: não comente com ninguém até anunciarmos (Sinal 4).
Estou em reuniões o dia todo e não consigo atender ligações (Sinal 5). Responda por aqui que eu passo os dados da conta.
Martim
Enviado do meu celular (Sinal 6)
Seis sinais que denunciam o falso pedido do CEO
O endereço não é o corporativo
O nome é o do CEO; o endereço, uma conta pessoal. Muitos programas de e-mail mostram só o nome, então é preciso abrir o remetente completo.
Uma pergunta para abrir a conversa
“Você está no escritório?” ainda não pede nada. Busca uma resposta, para que o pedido chegue quando você já respondeu e fique mais difícil voltar atrás.
Um pagamento fora do processo
Favorecido novo, sem pedido de compra e para hoje. O fluxo de aprovação existe justamente para que ninguém pague assim, nem a pedido do CEO.
Sigilo
Pedir confidencialidade isola a pessoa: se ela não pode consultar ninguém, ninguém pode impedir o pagamento.
Impossível de verificar
Se ele não atende ligações, você não confirma pela voz. Esse é o sinal para ligar mesmo assim, no ramal ou para a assistente.
Uma assinatura que justifica tudo
“Enviado do meu celular” explica o tom curto e o endereço estranho. É uma desculpa, não uma prova.
O que fazer se chegar até você
- Não responda ao e-mail: confirme o pedido por um canal que você já conhece, como o ramal ou o chat corporativo.
- Siga o fluxo de pagamentos de sempre, mesmo que o pedido diga que vem de cima. Um CEO de verdade entende que você confira.
- Reporte à segurança e avise o financeiro: a mesma tentativa pode ter chegado a outras pessoas da área.
- Se o pedido traz dados bancários ou uma chave Pix, não cadastre nada antes de confirmar por telefone com alguém que você conhece.
Se você já respondeu ou transferiu
- Se transferiu, ligue para o banco pelo número oficial e peça para bloquear ou estornar a operação imediatamente; se foi por Pix, peça a abertura do MED.
- Avise a segurança e a diretoria financeira e guarde a conversa completa com os cabeçalhos.
- Se respondeu mas não pagou, encerre a conversa e reporte mesmo assim: quem escreveu já sabe que esse endereço responde.
A mesma armadilha em outros canais
Pelo WhatsApp
Um número novo com a foto do CEO escreve “troquei de número, salva esse”. Depois vem o pedido de pagamento. A foto é copiada de qualquer perfil público.
Com uma ligação ou um áudio
Para vencer a dúvida, ligam ou mandam um áudio com uma voz parecida com a do executivo. Com ferramentas de IA, uma voz pode ser clonada a partir de gravações públicas, como entrevistas ou vídeos.
Da conta real
Se alguém invadiu o e-mail de um executivo, o remetente é autêntico. Sobram o pedido fora do processo, o sigilo e a urgência: por isso se confere o pedido, não só o endereço.
Perguntas sobre a fraude do CEO
O que é a fraude do CEO?
Como confirmar um pedido de pagamento do CEO?
Por que funciona se todo mundo conhece?
Como uma empresa previne?
Outros golpes para reconhecer
O financeiro pagaria sem conferir?
O e-mail da fraude do CEO é simulado de forma nativa na Whalemate. A versão por telefone, com ou sem voz clonada, roda como serviço profissional de vishing: a nossa equipe monta o roteiro, faz as ligações e mede quem desligou para conferir antes de pagar.